quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Os três impostores

Três impostores se apresentaram à corte solicitando uma audiência com o rei, que lhes foi concedida.Uma vez na presença do soberano, comunicaram-lhe que eram tecelões e que possuíam um segredo de fabricação: o segredo que tinha a propriedade única de não ser visível, a não ser para quem fosse filho legítimo.
O rei já tivera que resolver muitos conflitos bem complicados de heranças, e viu naquela invenção muito útil o meio de frustrar falsos pretendentes, já que só os filhos verdadeiros poderiam ver o tecido.
Ordenou imediatamente que um palácio fosse posto a disposição dos inventores, a fim de que o segredo fosse preservado.
Convencido da honestidade deles, o rei cobriu os três cúmplices maldosos de ouro, prata e jóias.
Eles se fecharam no palácio e simularam, noite e dia, grande atividade. Algumas semanas mais tarde, um deles foi informar ao rei dos excelentes resultados do seu trabalho, e pediu-lhe que fosse constatá-los. Seria preferível que o rei fosse sozinho.
O rei achou que seria prudente uma outra opinião sobre um tecido  dotado de tais poderes, e mandou seu conselheiro. O conselheiro foi visitar os três impostores para examinar o tecido de propriedades mágicas, mas não conseguiu ver nada. Como não queria admitir que parea ele o tecido era invisível, voltou a presença do rei e elogiou a maravilha que havia visto. O rei mandou outras pessoas, que voltaram com a mesma resposta.
Decidiu então ir pessoalmente. Os três impostores lhe descreveram a excelência de sua invenção, a variedade das cores e o desenho original.
O rei se mantinha em silêncio, inclinando levemente a cabeça em sinal de aprovação. Na realidade, porém, não via absolutamente nada.
Começou então a ficar embaraçado.
"será que não sou o verdadeiro filho do rei meu pai?", pensava. "Se não vejo nada, arrisco-me a perder meu trono."
Começou também a expressar sua admiração, repassando com muitos elogios todos os detalhes que acabava de escutar.
De volta ao palácio, continuou a fazer comentários sobre o tecido, como se o tivesse visto.
Entretanto uma dúvida o atormentava.
Alguns dias mais tarde mandou seu ministro ver o tecido. Os três impostores fizeram uma descrição, mas ele não via nada.
Naturalmente o infeliz ministro imaginou que não era filho legítimo de seu pai; a única razão pela qual não via o tecido.
Sabendo que se arriscava a perder sua importante posição, limitou-se aos termos que tinha ouvido da boca do rei e de seu conselheiro.
Foi ao encontro do rei e lhe disse que tinha visto o tecido mais extraordinário do mundo.
O rei ficou profundamente perturbado. Não havia mais nenhuma dúvida, ele não era filho legítimo de seu pai. Mas se juntou ao ministro em exclamações sobre o valor dos três tecelões.
Todos quiseram visitá-los, e todos voltaram com as mesmas impressões.
A história continuou assim até que informaram ao rei que a tecedura havia terminado.
Este ordenou que se preparasse uma grande festa, na qual todos usariam roupas confeccionadas com o tecido maravilhoso.
Os três impostores se apresentaram com diferentes padrões, que desenrolaram por metros e metros de extensão, e a confecção do traje real foi decidida.
O dia da festa chegou. Os trajes estavam prontos. O rei foi inteiramente vestido pelos três espertos. Entretanto ele não via nem sentia nada. Uma vez terminado o trabalho, o rei montou seu cavalo e rumou em direção à cidade.
Felizmente era pleno verão.
A multidão viu o rei e sua corte passarem e ficou muito surpresa com o espetáculo. Mas o rumor de que só os filhos legítimos podiam ver as suas roupas circulava, e todos guardavam suas impressões para si.
Todos, exceto um estrangeiro, de passagem pela cidade, se aproximou do rei e lhe disse:
- Senhor, pouco me importa saber de quem sou filho. Por isso posso lhe dizer que, na realidade, o senhor está nu.
Furioso o rei bateu no estrangeiro com seu chicote e lhe disse:
- O fato de não ver meus trajes prova que você não é um filho legítimo!
Mas o encanto estava quebrado, assim como o silêncio e o medo. Todos viram que o estrangeiro tinha dito a verdade e repetiram a mesma coisa, cada vez mais alto. Risos se elevaram.
Então o rei e sua corte se deram conta de como tinham sido habilmente enganados.
Mas os três impostores já estavam longe, com o ouro, a prata e as jóias...

("Os três impostores" - Histórias da Tradição Sufi - Rio de Janeiro - 1993 - Edições Dervish, página 78.)



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O apetite das crianças

Em uma conversa informal com um amigo esclarecido (aquelas de cafezinho, de 5 minutos), reaprendi "verdadeiramente" alguns conceitos que já conhecia, mas não me lembrava mais. Falávamos sobre a terrível dificuldade e preocupação que muitos pais enfrentam na hora das refeições de suas crianças, em especial as crianças que se recusam sistematicamente a comer. Como pai posso dizer o quanto é desesperador  ver sua criança negar e recusar qualquer refeição. Seja uma bela e saborosa sopa contendo todos os nutrientes recomendados pela pediatra, ou um mingau docinho, ou até mesmo uma sobremesa. Também existem casos de mães desesperadas que não sabem mais o que fazer para evitar que seus filhos comam excessivamente, vendo-se obrigadas em muitas situações, a esconder comida em armários. Neste último caso, costuma demorar mais tempo para os pais perceberem que algo está errado. Penso que essa demora ocorra em função de ser muito prazeroso ver seu bebê e depois sua criança muito pequena comendo "muito bem" (essa expressão é relativa!). Somente depois de um bom tempo, quando a criança já está muito acima do peso e em alguns casos encontra dificuldades para brincar e se relacionar, é que os pais passam a perceber que algo precisa ser feito. 

Voltando a conversa que tive com meu amigo, o que ouvi dele foi muito simples e muito assertivo: "É preciso separar o que é da criança e o que é dos pais e, ao mesmo tempo, bloquear as ações que correspondam somente, as necessidades emocionais dos pais". Em outras palavras: Se a criança está sem apetite e deseja comer pouco ou quase nada, isso precisa ser percebido e respeitado. A insistência para que a criança coma é uma necessidade inconsciente do adulto e de sua história, não da criança. Por mais estranho que possa parecer, o corpo de crianças saudáveis, física e mentalmente, sabe de quanto alimento necessita. Pesquisei esse assunto num livro muito interessante ("Filhos: Manual de Instruções" de Tania Zagury) que quero reproduzir e compartilhar um pequeno trecho aqui: "Criança (sadia) que não come bem é: a) A que tem pais que acham que ela não come bem; b) A que vive com pessoas que ignoram que não há registro na literatura científica de crianças que morreram de fome - tendo comida ao seu alcance; c) Aquela que descobriu que comer ou não comer é arma valiosa e poderoso instrumento de troca; d) Aquela cujos pais se desesperam quando ela diz "não quero comer", alimentando assim um ciclo vicioso de ansiedade e luta de poder.  Criança (sadia) que come bem é aquela: a) Cujos pais não fazem aviãozinho, "senão ela não come"...; b) Cujos pais não andam atrás dela pela casa, desesperados, com um prato de comida numa das mãos e a colher na outra, esperando um momento de distração, para lhe enfiar uma colheradinha a mais goela abaixo; c) Que, simplesmente senta à mesa e come; d) Que não está acima do peso". É muito importante frisar que essas recomendações são feitas para crianças saudáveis!

Alimentar os filhos está intimamente associado com "cuidar" que pode ser traduzido como uma "prova de amor" dada pelos pais, especialmente pelas mães, que são as responsáveis diretas pela amamentação. Hoje em dia, homens e mulheres são responsáveis pela manutenção da casa. De acordo com índices do IBGE, 44% da força de trabalho brasileira é composta por mulheres. Por precisarem trabalhar para ganhar o sustento, as crianças são encaminhadas desde muito cedo para a pré-escola, ou para os cuidados de uma babá. Um excelente mecanismo inconsciente de compensação por parte dos pais pode estar associado com os cuidados excessivos com a alimentação dos filhos. A falta da percepção e observação das fronteiras que separam as questões do adulto, com as reais necessidades da criança, pode vir a favorecer o reforço exacerbado de um vínculo indesejado: o apetite (ou a falta de...), com a defesa contra a ansiedade, muito presente no processo de desenvolvimento emocional da criança. A psicanálise e a psicologia fazem uma associação dos distúrbios do apetite com dificuldades emocionais e doenças psiquiátricas. A criança sem apetite está com sua voracidade inibida, provavelmente por não confiar no alimento que está recebendo. Seu desejo é colocá-lo para fora de seu corpo. Outros sintomas que costumam estar associados com a inibição da voracidade: falta de apetite crônica, nervosismo excessivo e pesadelos frequentes, Ao perceber que algo está errado cabe ao adulto bloquear as ações inconvenientes resultantes de sua angústia e, ajudar a criança a reconstruir essa confiança com: liberdade, regras, rotinas saudáveis, respeito e amor. De outra forma sua contribuição será com a intensificação da ansiedade.
Obrigado meu amigo esclarecido!

sexta-feira, 29 de julho de 2011

O jogo e a brincadeira na educação e na psicoterapia

Um assunto intrigante é a reconhecida capacidade que os jogos e as brincadeiras possuem em ajudar o homem a interpretar e significar a realidade a sua volta. A fase pré-escolar da "aprendizagem" já foi amplamente associada com jogos e brincadeiras, tanto pela pedagogia como pela psicologia do desenvolvimento.  Mais do que "descarregar energias", os brinquedos e as brincadeiras facilitam para que a criança pense sobre suas experiências emocionais e  possa reconhecer seu potencial. O mesmo ocorre com pessoas adultas que, não raro, conseguem ultrapassar dificuldades emocionais muito sérias em suas vidas, em sessões de psicoterapia em que o lúdico é utilizado como ferramenta. Diante de dificuldades e situações inusitadas, a atividade lúdica costuma ser um caminho que conduz para ações espontâneas e criativas.  Já disse em outras oportunidades que a espontaneidade e a criatividade são as verdadeiras formas que dispomos para fornecer respostas novas, para questões antigas. Alguns autores como Karl Groos (1940), chegam a esboçar teorias de que os inventos primitivos, como por exemplo, o domínio do fogo, provavelmente surgiram através do envolvimento lúdico com as coisas. Winnicott (1975) menciona que: "... é no brincar que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral." 
Na psicoterapia individual ou de grupo, o psicodrama é uma abordagem que utiliza o jogo e o brinquedo como um princípio de autotratamento. J.L. Moreno (o criador do psicodrama) já dizia que "a brincadeira sempre existiu, e é mais velha que a humanidade..." (Psicodrama e Psicoterapia de Grupo, p. 110). Foi através do "princípio do jogo" que as fundações do psicodrama se originaram, quando Moreno passou a brincar com crianças nas ruas e jardins de Viena. Desde então o psicodrama transformou o jogo em um princípio metódico e sistemático. Arrisco dizer que, por sua ação lúdica e criativa, o jogo produziu novas e criativas idéias que levaram Moreno ao "teatro de improvisação" e, mais tarde, ao teatro terapêutico.

Pensadores como Pestalozzi, Froebel e Rousseau produziram idéias e conceitos que demonstram, do ponto de vista filosófico, o valor educacional da brincadeira e do jogo. Froebel em especial, sistematizou conceitos que influenciaram e influenciam até hoje a pedagogia e a psicologia do desenvolvimento. Friedrich Froebel (1782 - 1852) foi um pensador alemão que viveu sob a influência libertadora do iluminismo e produziu uma pedagogia que procurava explicar o desenvolvimento humano. Frobel foi o criador do "Jardim de Infância", uma idéia que foi muito revolucionária em sua época, embora tenha morrido sem poder ver sua criação em pleno funcionamento. Em seu livro "A educação do homem", dá ênfase ao desenvolvimento infantil afirmando que Deus é o princípio de todas as coisas e que a vida do homem deve harmonizar-se com a sua divindade e a de todas as outras criações divinas. Procurando cultivar e descobrir dentro de si mesmo a sua própria essência divina, o homem será capaz de exteriorizá-la através de suas próprias criações. Para Frobel, o caminho para essa procura interna está na harmonização com a natureza, como sendo a maior criação divina. A essência de seu pensamento foi sistematizada através de um triângulo que representava a "unidade vital" do homem: Deus, natureza e homem. Através dos processos de "interiorização" (recebimento de estímulos e conhecimentos do mundo exterior) e "exteriorização" (respostas dadas pela criança que expressam a transformação daquilo que recebeu do mundo exterior, por seu conteúdo singular e sagrado), que surgirá a autoconsciência de seu ser e a educação.
Os processos de "interiorização" e "exteriorização" precisam de ação para mediá-los, necessitam de vida e atividade, não de palavras e nem de conceitos. A arte e o jogo são as melhores ferramentas.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

A água do paraíso

Harith, o Beduíno, e sua esposa, Nafisa, indo de um lugar para o outro, erguiam sua tenda esfarrapada onde quer que encontrassem tamareiras, ervas para alimentar seu camelo ou um poço de água salobra. Esta vinha sendo sua forma de vida por muitos anos e Harith raramente variava sua rotina diária: caçando ratos para aproveitar-lhes a pele, trançando cordas de fibras de palma que vendia aos caravaneiros que por ali passavam.
Um dia contudo surgiu um novo manancial no areal e Harith levou um pouco daquela água aos lábios. Teve a impressão de estar provando a verdadeira água do paraíso, pois era muito menos suja do que aquela que estava acostumado a beber. A outros teria parecido desagradavelmente salgada.

- Devo levar isto à alguém que irá apreciá-lo - disse Harith.

E foi assim que partiu rumo a Bagdá, em busca do palácio de Harun el-Raschid, viajando sem deter-se a não ser para mastigar algumas tâmaras. Harith levou consigo dois odres de couro cheios daquela água: um para ele e outro para o califa.

Dias depois chegou a Bagdá e se dirigiu logo ao palácio. Ali os guardas ouviram sua história e, somente por ser esta a norma usual, deixaram-no participar da audiência pública de Harun el-Raschid.

- Comendador dos crentes - disse então Harith, - eu sou um pobre beduíno e conheço todas as águas do deserto, embora saiba pouco acerca de outras coisas. Acabo de descobrir a água do paraíso e, julgando-a uma oferenda digna de vós, vim logo oferecê-la.

Harun, o íntegro, provou da água e, como compreendia seu povo, ordenou aos guardas palacianos que levassem Harith e o mantivessem detido por algum tempo, até tornar conhecida sua decisão sobre aquele caso. Depois chamou o capitão da guarda e lhe disse:

- O que para nós não é nada, para ele é tudo. Potanto devem levá-lo deste palácio durante a noite. Não deixem que veja o poderoso Tigre. Escoltem-no até sua tenda no deserto, sem permitir que prove água doce. Então dêem mil moedas de ouro a ele, juntamente com meus agradecimentos por seu serviço. Digam-lhe que é o guardião da água do paraíso e que distribua gratuitamente, em meu nome, a todos os viajantes.

("A Água do paraíso" - Histórias da Tradição Sufi - Rio de Janeiro - 1993 - Edições Dervish, página 104.)

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Bem e mal - Compartilhar e educar

O ensino da religião e de um bom senso de valores para os filhos, está condicionado ao desenvolvimento interno da criança e ao compartilhamento dos valores sociais desejados pelos pais. A imposição de idéias e princípios, gera um esquema artificial que não refletirá na essência da criança, pelo simples fato dela não ter participado da construção desse esquema e, consequentemente não ter realizado sua própria elaboração. A educação tradicional como um todo, mas em especial a educação moral, parte do princípio que a criança é um recipiente vazio, que precisa ser preenchido com boas coisas por seus pais. Jà a educação compartilhada leva em conta os aspectos do ambiente, mas também os aspectos que são próprios da criança. Quando pensamos em desenvolvimento, pensamos em um ambiente suficientemente bom, que facilite o desenvolvimento. Mas não se pode esquecer que também há o potencial herdado pela criança, que é somente da criança e não do ambiente. Basta darmos o exemplo de irmãos que são totalmente diferentes, embora tenham os mesmos pais e vivam no mesmo local
Pois bem, a educação moral não funciona se a criança não tiver desenvolvido dentro de si própria, por um processo natural de desenvolvimento, a essência daquilo do que se quer passar para ela. A idéia de um Deus só será absorvida, se o desenvolvimento da criança a tiver preparado para possuir dentro dela mesma, a essência do significado do que é Deus: o Deus desejado pelos pais, que está vinculado a fatores sócio-culturais e, o Deus que será construído e elaborado pela própria criança. Trata-se de um caminho de mão-dupla. Há pais e educadores que tem medo de aguardar e observar os processos da própria criança, preferindo incutir e impor rapidamente suas idéias. Também há os que aguardam e se preparam para apresentar as idéias e expectativas que a criança poderá utilizar, à medida que chega a cada novo estágio de integração e capacidade de consideração objetiva.

O ensino tradicional das religiões fez muito pelo pecado original, mas não se aproximou nem um pouco, da idéia da bondade espontânea e original. Um Deus que esteja fora do homem, é um Deus imposto por idéias e valores que não foram desenvolvidos e elaborados dentro do próprio homem. Winnicott mencionou que a idéia de se criar e recriar um Deus, pode ser comparada a um local que o homem procura para colocar o que é bom nele mesmo, e que poderia estragar se o mantivesse nele próprio, junto com o ódio e com a destrutividade, que também se acham nele.
A humanização da criança é responsabilidade de seus pais e educadores. O ambiente deve deixar sempre ao alcance da criança, um código moral adulto, uma vez que o código moral inato da criança pequena tenha uma característica ferrenha, crua e incapacitante. Nesse sentido os valores morais do adulto atuarão como agentes humanizadores e tranquilizadores. A boa tradução desse conceito é a definição clara de limites. Pode-se dar o exemplo de crianças muito pequenas que mordem outras crianças, mesmo que gostem muito delas. Nesse exemplo a criança sente vontade de morder a outra criança por um estado de muita excitação, não por ódio ou medo. Para refrescar a memória dos adultos em relação a esse tipo de excitação: quem nunca sentiu vontade de "apertar" ou "morder" uma criança muito bonitinha, ou um filhotinho de gato ou cachorro, muito encantadores? A definição clara de limites ajudará a conter esse impulso. O desenvolvimento em seu curso normal, auxiliado pelo compartilhamento dessas impressões com o ambiente, ajudarão com a elaboração.
A cada etapa a criança poderá realizar conquistas verdadeiramente pessoais, que a aconpanharão pelo resto de sua vida. Em se tratando de viver, o exemplo dado e compartilhado, é a mais poderosa ferramente de educação.