Somos dependentes e independentes ao mesmo tempo, pelo simples fato de não podermos viver sozinhos! O "bicho homem" vive em sociedade e compartilhar faz parte de sua sobrevivência física, moral e psíquica. O forte desejo das pessoas em serem ou tornarem-se "independentes" em relação à problemas que enfrentam em seu dia-a-dia, normalmente torna-se uma importante fonte de angústia. Neste sentido, "independência" torna-se um sinônimo de "livrar-se de alguma coisa que traz sofrimento": relações conjugais que estão em seu final, empregos que já não trazem mais prazer para a pessoa, processos que envolvem longas esperas, etc. Não é incomum encontrarmos pessoas que chegam a adoecer quando enfrentam esse tipo de processo. O curioso é que ao mesmo tempo em que procuramos "livrar-nos" e tornarmo-nos "independentes" daquilo que "neste momento" nos traz sofrimento, sem perceber, estabelecemos outras relações de "dependência" que irão trazer alívio e bem-estar, para "esse momento": um novo emprego, um(a) novo(a) companheiro(a), novos processos, etc. Trata-se de um paradoxo absolutamente normal e corriqueiro na vida de qualquer pessoa. A diferença pode estar na forma e na maneira que normalmente se procura enfrentar essas crises. O modo mais comum é o simples desejo de livrar-se da angústia do "velho", a qualquer preço. Nessa ânsia repete-se o mesmo modus operandi de sempre na construção de novas relações, onde os problemas de "ontem", provavelmente se repetirão "amanhã".
A capacidade de entender que somos dependentes e independentes ao mesmo tempo, está diretamente relacionada a maturidade emocional do indivíduo. E a maturidade emocional não está relacionada apenas com o indivíduo - ela também está necessariamente relacionada com a capacidade do indivíduo em socializar-se. Socializar-se é a capacidade do indivíduo em identificar-se com o "outro", sem sacrifício demasiado de sua espontaneidade pessoal. Em outras palavras, o "adulto" maduro emocionalmente é capaz de satisfazer suas necessidades pessoais sem esquecer que o "outro" existe e que pode ser afetado positiva ou negativamente por suas escolhas, assumindo a total responsabilidade por seus atos. Uma sociedade saudável , tanto no nível maior de sociedade como no nível de uma simples associação, é formada por indivíduos amadurecidos emocionalmente. D.W.Winnicott menciona que "saúde mental é a mesma coisa que amadurecimento emocional". Em sua teoria, considera que para atingir o amadurecimento emocional a criança passa por três categorias: 1) dependência absoluta - quando o bebê depende totalmente de sua mãe para sua provisão física; 2) dependência relativa - o bebê já possui um repertório próprio que lhe permite interagir por conta própria; 3) rumo à independência - a criança torna-se gradativamente capaz de se defrontar com o mundo e todas as suas complexidades.
Considero que esses estágios se repetem na vida do adulto, toda vez em que ele se depara com as dificuldades inimagináveis que a vida proporciona: alguém que perde o emprego de uma hora para a outra, ou é vítima de alguma tragédia pessoal, ou se depara com traições inimagináveis ou qualquer outra, circunstância inesperada, boa ou ruim. Nessas horas é absolutamente normal e legítimo nos sentirmos desesperados. Com maturidade percebemos imediatamente que precisamos de ajuda e passamos a depender. Aos poucos vamos ganhando força e conquistamos a capacidade de olhar para o problema sem tanto medo e sem tanta dependência, para finalmente superar e ir adiante. O processo de busca pela independência que trará o alívio esperado é fundamental. Porém, será um alívio duradouro e saudável, se for conquistado com equilíbrio e maturidade.
A capacidade de entender que somos dependentes e independentes ao mesmo tempo, está diretamente relacionada a maturidade emocional do indivíduo. E a maturidade emocional não está relacionada apenas com o indivíduo - ela também está necessariamente relacionada com a capacidade do indivíduo em socializar-se. Socializar-se é a capacidade do indivíduo em identificar-se com o "outro", sem sacrifício demasiado de sua espontaneidade pessoal. Em outras palavras, o "adulto" maduro emocionalmente é capaz de satisfazer suas necessidades pessoais sem esquecer que o "outro" existe e que pode ser afetado positiva ou negativamente por suas escolhas, assumindo a total responsabilidade por seus atos. Uma sociedade saudável , tanto no nível maior de sociedade como no nível de uma simples associação, é formada por indivíduos amadurecidos emocionalmente. D.W.Winnicott menciona que "saúde mental é a mesma coisa que amadurecimento emocional". Em sua teoria, considera que para atingir o amadurecimento emocional a criança passa por três categorias: 1) dependência absoluta - quando o bebê depende totalmente de sua mãe para sua provisão física; 2) dependência relativa - o bebê já possui um repertório próprio que lhe permite interagir por conta própria; 3) rumo à independência - a criança torna-se gradativamente capaz de se defrontar com o mundo e todas as suas complexidades.
Considero que esses estágios se repetem na vida do adulto, toda vez em que ele se depara com as dificuldades inimagináveis que a vida proporciona: alguém que perde o emprego de uma hora para a outra, ou é vítima de alguma tragédia pessoal, ou se depara com traições inimagináveis ou qualquer outra, circunstância inesperada, boa ou ruim. Nessas horas é absolutamente normal e legítimo nos sentirmos desesperados. Com maturidade percebemos imediatamente que precisamos de ajuda e passamos a depender. Aos poucos vamos ganhando força e conquistamos a capacidade de olhar para o problema sem tanto medo e sem tanta dependência, para finalmente superar e ir adiante. O processo de busca pela independência que trará o alívio esperado é fundamental. Porém, será um alívio duradouro e saudável, se for conquistado com equilíbrio e maturidade.




